Epistemologia da Arkhé e Políticas Afirmativas: Caminhos de Decolonização do Conhecimento
DOI:
https://doi.org/10.15536/reducarmais.10.2026.4402Palavras-chave:
ações afirmativas, epistemologia nagô, decolonialidade, justiça epistêmica, ancestralidadeResumo
Este artigo analisa as relações entre políticas de ações afirmativas e a epistemologia nagô apresentada em Pensar Nagô. Argumenta-se que tais políticas só podem ser plenamente compreendidas quando vistas para além de sua dimensão jurídico-institucional, sendo entendidas como práticas de justiça epistêmica que enfrentam o epistemicídio decorrente da colonialidade do saber. A epistemologia nagô — fundada na Arkhé, na corporeidade, na ética do caráter (iwa) e na centralidade da comunidade (egbé) — oferece um arcabouço teórico potente para reconfigurar o sentido das ações afirmativas no ensino superior, deslocando o foco da inclusão formal para a reconstrução ontológica e epistêmica de sujeitos historicamente violentados. Assim, políticas afirmativas são compreendidas como mecanismos de reparação cognitiva, ontológica e cultural, fundamentais para a democratização do conhecimento e para a emergência de epistemologias plurais no contexto universitário brasileiro.
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