(Re)definindo o conceito de vida no ensino fundamental por meio da astrobiologia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.15536/reducarmais.10.2026.4399

Palavras-chave:

Ensino de ciências, Concepções alternativas, Critérios biológicos de vida, Aprendizagem significativa

Resumo

Este trabalho buscou analisar como estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental (re)definem o conceito de vida, a partir da análise de uma aula de uma sequência didática baseada na astrobiologia. A aula foi planejada como estratégia de mediação para favorecer a problematização do conceito de vida e estimular processos de reconstrução conceitual. A pesquisa, de natureza qualitativa e delineamento pré-experimental com grupo único, ocorreu em uma escola pública do RS com 21 estudantes.  Os dados foram obtidos por pré e pós-testes, mapas mentais coletivos e diário de campo, sendo analisados por Análise de Conteúdo. A atividade central consistiu na classificação e justificativa de entidades-limite (vírus, robô com IA, fogo, embrião) como vivas ou não vivas. Inicialmente, prevaleceram critérios intuitivos e antropocêntricos, com dificuldade no uso de referenciais científicos. Após a intervenção, houve maior mobilização de critérios biológicos formais, embora persistissem obstáculos como a dicotomia natural/artificial. Os achados reforçam o potencial da astrobiologia como contexto para desafiar concepções intuitivas e favorecer a construção de critérios científicos no ensino de Ciências.

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Biografia do Autor

Stefânia Graces Mignone, Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPA

Mestre em Ensino de Ciências pelo Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências, Química da Vida e Saúde (PPGECi) e Licenciada em Ciências da Natureza pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA – campus Uruguaiana). Atua como professora de Física na rede pública estadual (Instituto Estadual Romaguera Corrêa), onde coordena um clube de astronomia escolar. Tem experiência em projetos de ensino, pesquisa e extensão, com destaque para a divulgação científica em Astronomia e participação no Programa Residência Pedagógica. Integrou o Clube de Astronomia da UNIPAMPA (2018–2023), o Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Prática de Ensino (GIPPE) e atualmente integra o Grupo Mega Potencializador de Ensino-Aprendizagem Significativa (G-Mega). Sua pesquisa atual investiga o uso da astrobiologia como estratégia para o ensino interdisciplinar de Ciências e a superação de concepções alternativas sobre a vida.

Carlos Maximiliano Dutra, Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPA

Possui graduação em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1994), mestrado em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1997) e doutorado em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2001). Realizou pós-doutorado em Astronomia de 2001 a 2003 no Instituto Astronômico e Geofísico da USP. Atualmente é Professor Associado da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), onde ministra disciplinas na área de Matemática, Estatística e Astronomia. É professor orientador do Programa de Pós-Graduação de Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde onde desenvolve pesquisa e orientações na área de Ensino de Astronomia, Ensino de Física, Educação Ambiental e Contextualização do Ensino de Ciências em Educação Matemática.

 

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Publicado

2026-06-21

Como Citar

Mignone, S. G., & Dutra, C. M. (2026). (Re)definindo o conceito de vida no ensino fundamental por meio da astrobiologia. Revista Educar Mais, 10, 1–17. https://doi.org/10.15536/reducarmais.10.2026.4399

Edição

Seção

Experiências Pedagógicas/Produtos Educacionais