(Re)definindo o conceito de vida no ensino fundamental por meio da astrobiologia
DOI:
https://doi.org/10.15536/reducarmais.10.2026.4399Palavras-chave:
Ensino de ciências, Concepções alternativas, Critérios biológicos de vida, Aprendizagem significativaResumo
Este trabalho buscou analisar como estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental (re)definem o conceito de vida, a partir da análise de uma aula de uma sequência didática baseada na astrobiologia. A aula foi planejada como estratégia de mediação para favorecer a problematização do conceito de vida e estimular processos de reconstrução conceitual. A pesquisa, de natureza qualitativa e delineamento pré-experimental com grupo único, ocorreu em uma escola pública do RS com 21 estudantes. Os dados foram obtidos por pré e pós-testes, mapas mentais coletivos e diário de campo, sendo analisados por Análise de Conteúdo. A atividade central consistiu na classificação e justificativa de entidades-limite (vírus, robô com IA, fogo, embrião) como vivas ou não vivas. Inicialmente, prevaleceram critérios intuitivos e antropocêntricos, com dificuldade no uso de referenciais científicos. Após a intervenção, houve maior mobilização de critérios biológicos formais, embora persistissem obstáculos como a dicotomia natural/artificial. Os achados reforçam o potencial da astrobiologia como contexto para desafiar concepções intuitivas e favorecer a construção de critérios científicos no ensino de Ciências.
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