Implicações da racionalidade neoliberal no novo ensino médio de Santa Catarina: em defesa da sustentabilidade democrática
DOI:
https://doi.org/10.15536/reducarmais.10.2026.4390Palavras-chave:
sustentabilidade;, Democracia, Políticas Educacionais, NeoliberalismoResumo
Este artigo tem como objetivo analisar o Novo Ensino Médio de Santa Catarina, implantado em 2021, a partir da noção de sustentabilidade democrática. Para isso, foram analisados o sentido de dois significantes — “resiliência” e “flexibilidade” — no contexto da nova política públicas de currículo. A reflexão parte da noção de sustentabilidade democrática, segundo a qual a instituição escolar pode funcionar como um dispositivo de produção de subjetividades voltadas ao coletivo e ao comum. Mais do que um conjunto de garantias formais à participação da população, essa noção de sustentabilidade, no modo particular como aqui se busca articular, se desenvolve nas práticas cotidianas a partir da quais novas partilhas de sentido podem emergir. A metodologia adotada é de pesquisa documental e com referencial teórico fundamentado em autores pós-estruturalistas, entre eles: Foucault (2008), Rancière (1996) e Dardot e Laval (2016). Considera-se que o documento analisado mobiliza significantes de uma gramática alinhada à racionalidade neoliberal, com o objetivo de produzir, nos sujeitos, uma disposição de amabilidade ao mercado.
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