Epistemologia cognitivista e Desenho Universal para a Aprendizagem: fundamentos e desdobramentos para uma educação química acessível
DOI:
https://doi.org/10.15536/reducarmais.10.2026.4306Palavras-chave:
Epistemologia cognitivista, Desenho Universal para a Aprendizagem, Educação QuímicaResumo
Este ensaio teórico analisa as relações entre a epistemologia cognitivista e o Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) no contexto da educação química, problematizando limites e potencialidades dessa articulação. Parte-se da concepção de aprendizagem como um processo ativo e singular, mediado por estruturas cognitivas em desenvolvimento, conforme Piaget (1976) e Ausubel (2003). Contudo, reconhece-se que tais fundamentos, quando considerados isoladamente, oferecem subsídios restritos para o planejamento curricular em contextos educacionais marcados pela diversidade. Argumenta-se que o DUA atua como um desdobramento pedagógico do cognitivismo ao converter a variabilidade cognitiva, descrita epistemologicamente, em princípio organizador do currículo. A partir dessa convergência, discute-se como múltiplos meios de engajamento, representação e ação/expressão ampliam as possibilidades de construção de significados no ensino de Química. Sustenta-se que a articulação entre cognitivismo e DUA não constitui mera justaposição teórica, mas uma complementaridade crítica que tenciona práticas pedagógicas homogeneizadoras e fundamenta a construção de currículos mais acessíveis.
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