ENSINO DE FUNÇÕES INORGÂNICAS, PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL, POR MEIO DE JOGOS LÚDICOS E EXPERIMENTOS

Betina Lemke Plamer, Alex Antunes Mendes, Viviane Maciel Da Silva, Ana Paula Moura Guimarães Carvalho

Resumo


Este trabalho faz uma análise da inclusão social de um aluno com deficiência visual no ensino de química, pois o aluno cego, assim como o vidente, tem o entendimento apurado de vários conteúdos de química. O exemplo das funções inorgânicas, em que é possível buscar relações não apenas visuais, mas de proximidade com o conteúdo. Quando aplicados esses conhecimentos podem proporcionar uma formação mais atraente e consciente em relação à utilização dos compostos químicos nos seus espaços do cotidiano. Assim, torna-se fundamental investigar como o estudante pode apreender os conceitos de ácidos, bases, sais e óxidos, uma vez que estes assuntos estão vinculados com as demandas sociais nas quais está inserido. A fim de conseguir compreender o contexto da atividade escolar desse aluno nas aulas de Química, foi acompanhada sua rotina escolar desde uma classe do segundo ano do Ensino Médio – na escola municipal regular frequentada pelo discente, como na escola especial Louis Braille, ambas da cidade Pelotas, Estado do Rio Grande do Sul. Durante a realização do trabalho foram planejadas duas atividades diferenciadas na escola, uma aula prática no laboratório sobre ácidos e bases e a aplicação do jogo de dominó com as funções inorgânicas na escola especial. Percebeu-se que o acompanhamento da rotina proporcionou um contato maior com a realidade das aulas de Química e as necessidades apresentada pela turma e pelo aluno cego, este contato foi importante para a compreensão do contexto escolar e realidade vivenciada nos modos de convivência e de aquisição/transmissão dos conteúdos, o que influenciou no planejamento das atividades acima relatadas. Ou seja, essas informações proporcionaram que a elaboração e aplicação do jogo utilizado como ferramenta para o ensino fosse adequadamente adaptado, assim como a descrição visual tátil do experimento fosse elaborada, auxiliando tanto o aluno como o professor, buscando a inclusão e permitindo que ambos os grupos videntes e deficientes visuais, participassem em igualdade de condições quanto ao resgatado conceito estudado. Nas atividades realizadas foi possível perceber o empenho, principalmente do deficiente visual em sala de aula, a partir das atividades propostas e a interação coletiva entre a turma e o professor de Química. Esta vivencia foi importante para desempenho dos alunos, assim fortalecendo a construção do conhecimento em sala de aula e principalmente na participação e reflexão realizada pelo aluno cego.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


                                                      Indexadores / Indexing

Logotipo do Crossref   Logotipo do Latindex