As ambiguidades discursas do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2003). Os limites e possibilidades da agenda racial

Fernanda Barros Santos

Resumo


Este artigo objetiva analisar os discursos do Presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2003) com vistas a descortinar a aproximação, à época, entre o líder político e a leitura democrática das relações entre negros e brancos no Brasil. Perspectiva esta suscitada no ensaio “Casa-grande&Senzala” (1933) de Gilberto Freyre (1900-1987).  Cabe explicitar que pertinência da análise discursiva do ex-Presidente da República recai sobre as ambiguidades discursivas, cujas mesmas retratam o processo de ruptura e continuidade das iniquidades sociais gestadas sob o signo da “raça”. O  corpus documental do artigo discorre sobre as seguintes preleções: “Assinatura do Decreto que cria o Grupo de Trabalho Interministerial para Valorização da População Negra, Seminário Internacional Multiculturalismo e Racismo: o papel da ação afirmativa nos estados democráticos contemporâneos e Dia Nacional de Valorização da Consciência Negra” (1996). Para metodologia, a pesquisa adota a teoria de Michael Foucault (1926-1984) concernente à obra “A Ordem do Discurso”  (1996). Tendo em vista que nesta o sociólogo analisa que “em toda sociedade a produção do discurso é ao mesmo tempo controlada, selecionada, organizada e redistribuída por certo número de procedimentos que têm por função conjurar seus poderes e perigos, dominar seu caminho aleatório, esquivar sua pesada e temível materialidade” (FOUCAULT, 1966, p.9)

Palavras-chave


Fundação Palmares, racismo, Brasil.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15536/thema.13.2016.103-117.376

Revista Thema

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Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul).
Pelotas/RS - Brasil. 


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