Uma análise da analogia feita por Kuhn entre revoluções científicas e políticas

Autores

  • Luiz Pedro da Silva Seabra Universidade Federal do Pará
  • Elizabeth de Assis Dias Universidade Federal do Pará

DOI:

https://doi.org/10.15536/thema.V17.2020.871-882.1438

Palavras-chave:

Revolução científica, Revolução política, Analogia, Mudança.

Resumo

Thomas Kuhn, em sua obra A estrutura das revoluções científicas faz uma analogia entre revoluções políticas e científicas para esclarecer a natureza dessas últimas dando ênfase a alguns aspectos em comum entre ambas. O objetivo deste trabalho é analisar até que ponto essa analogia é válida. Para tal, tomaremos como referência a concepção de revolução política formulada por Alexis de Tocqueville em O antigo regime e a revolução, pois para nós, Kuhn tem em mente a revolução francesa ao fazer sua comparação. Consideramos os dois tipos de processos revolucionários comparáveis se enfatizarmos apenas seus aspectos estruturais, mas se pretendermos identificar os motivos da sua realização e explicar a racionalidade científica por meio de esquemas conceituais das ciências sociais, a analogia apresenta limitações. Como fundamento a esta última posição, tomaremos por base as críticas à analogia kuhniana feitas por Alberto Oliva em sua obra Ciência e sociedade: do consenso à revolução.

Palavras-chave: Revolução científica; revolução política; analogia; mudança.

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Biografia do Autor

Luiz Pedro da Silva Seabra, Universidade Federal do Pará

Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFPA (PPGFIL) . É membro do grupo de pesquisa Filosofia da Ciência, cadastrado no CNPQ e certificado pela UFPa. Bolsista PIBIC/UFPA (2017-2018).

Elizabeth de Assis Dias, Universidade Federal do Pará

Profa. Dra. do Curso de Graduação em Filosofia e do Programa de Pós-graduação em Filosofia da UFPA.

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Publicado

2021-01-14

Como Citar

da Silva Seabra, L. P., & de Assis Dias, E. (2021). Uma análise da analogia feita por Kuhn entre revoluções científicas e políticas. Revista Thema, 17(4), 871-882. https://doi.org/10.15536/thema.V17.2020.871-882.1438

Edição

Seção

Ciências Humanas