Corpo feminino com hipertrofia muscular: tensionamentos entre saúde, aptidão e transtorno

Autores

  • Fabiana Loréa Paganini Stein Universidade Federal do Rio Grande-FURG
  • Paula Regina Costa Ribeiro Universidade Federal do Rio Grande-FURG

DOI:

https://doi.org/10.15536/thema.V16.2019.415-434.1115

Palavras-chave:

Hipertrofia muscular, transtornos dismórficos corporais, saúde, aptidão, mulheres.

Resumo

O objetivo do estudo é problematizar a produção de corpos femininos com hipertrofia muscular promovendo o tensionamento entre saúde e aptidão na sua constituição. Também discutiremos a produção desse corpo com musculatura desenvolvida como um transtorno chamado vigorexia. Para tanto partimos da reflexão sobre os fatores que estimulam a produção da hipertrofia muscular na mulher, procurando explorar os conceitos de saúde, aptidão e patologia. Não queremos propor uma verdade, mas provocar a reflexão de que os discursos que relacionam a prática de exercícios físicos à saúde, não consideram que essa prática pode acontecer muito mais pelo desejo de aptidão, de superação de limites, não sendo percebidos comportamentos obsessivos e compulsivos associados à vigorexia, os quais, de acordo com o discurso científico, a caracterizam como um transtorno. Torna-se necessário, portanto, problematizar as verdades apresentadas pelos discursos científicos, os quais vão instituindo sentidos sobre a produção do corpo feminino musculoso.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Fabiana Loréa Paganini Stein, Universidade Federal do Rio Grande-FURG

Bióloga registrada no CRBio sob o nº 17315-03 - Mestre em Ciências Fisiológicas - Fisiologia Animal Comparada pela Universidade Federal do Rio Grande (2002), Doutoranda em Educação em Ciências pela Universidade Federal do Rio Grande. Possui graduação em Ciências Licenciatura 1º Grau pela Universidade Federal do Rio Grande (1991), graduação em Ciências Licenciatura Plena Habilitação Biologia pela Universidade Federal do Rio Grande (1992). Atualmente é Técnica-Administrativa em Educação no Centro de Educação Ambiental, Ciências e Matemática-CEAMECIM da Universidade Federal do Rio Grande - FURG. Apresenta, ainda, experiência na área de Biofísica, tendo sido Professora Substituta da disciplina de Biofísica na Universidade Federal do Rio Grande. Integrante do Grupo de Pesquisa Sexualidade e Escola-GESE. Atua em pesquisa principalmente nos seguintes temas: Vigorexia, corpos, artefatos culturais, Ilex paraguariensis, Flavonoides, endotélio vascular, leito vascular mesentérico e hipercolesterolemia experimental.

Paula Regina Costa Ribeiro, Universidade Federal do Rio Grande-FURG

Possui graduação em Ciências Licenciatura Plena em Biologia pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG (1985), mestrado em Biociências pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS (1991) e doutorado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS (2002). Atualmente é professora Titular do Instituto de Educação e professora dos Programas de Pós-Graduação: Educação em Ciências (Associação Ampla FURG/UFRGS/UFSM) e Educação Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande - FURG. Tem experiência nas áreas de Ensino de Ciências, Biologia e Educação para a Sexualidade. Em 2015, realizou pós-doutorado na Escola Superior de Educação de Coimbra/Instituto Politécnico de Coimbra com a Professora Doutora Maria Filomena Rodrigues Teixeira. Pesquisadora do Grupo de Investigación en Educación y Sociedad - GIES, composto pelas seguintes instituições Universidad de Castilla-La Mancha, Universidade Federal do Rio Grande - FURG, Universidad de Córdoba, Instituto Politécnico de Coimbra - Escola Superior de Educação. É líder do Grupo de Pesquisa Sexualidade e Escola - GESE, atuando principalmente nos seguintes temas: corpos, gêneros e sexualidades. Bolsista produtividade 1C do CNPq.

Downloads

Publicado

2019-07-26

Como Citar

Stein, F. L. P., & Ribeiro, P. R. C. (2019). Corpo feminino com hipertrofia muscular: tensionamentos entre saúde, aptidão e transtorno. Revista Thema, 16(2), 415-434. https://doi.org/10.15536/thema.V16.2019.415-434.1115

Edição

Seção

Ciências Humanas