Epistemology of the Arkhé and Affirmative Action Policies: Pathways to the Decolonization of Knowledge

Authors

DOI:

https://doi.org/10.15536/reducarmais.10.2026.4402

Keywords:

affirmative action, Nagô epistemology, decoloniality, epistemic justice, ancestry

Abstract

This article analyzes the relationship between affirmative action policies and the Nagô epistemology presented in Pensar Nagô. It argues that such policies can only be fully understood when viewed beyond their legal-institutional dimension, as practices of epistemic justice that confront the epistemicide resulting from the coloniality of knowledge. Nagô epistemology—founded on the Arkhé, corporeality, the ethics of character (iwa), and the centrality of community (egbé)—offers a powerful theoretical framework for reframing the meaning of affirmative action in higher education, shifting the focus from formal inclusion to the ontological and epistemic reconstruction of subjects historically subjected to violence. Thus, affirmative action policies are understood as mechanisms of cognitive, ontological, and cultural reparation, essential for the democratization of knowledge and for the emergence of plural epistemologies in the Brazilian university context.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

  • Vitória Vasconcellos da Luz, Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPA

    Egressa do curso Técnico Integrado em Informática no Instituto Federal de Ciência e Tecnologia Sul-riograndense, IFSUL, Câmpus Bagé e formada no curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas no IFSul, Câmpus Bagé. Especialista em informática da educação e educação especial - FACIBA. Mestre em ensino pela Universidade Federal do Pampa. Doutoranda em Ensino. Integrou o Núcleo de Apoio a Pessoas com Necessidades Específicas - NAPNE do câmpus Bagé em projetos de extensão na área de inclusão e acessibilidade. Atua como voluntária na Associação Bajeense de Pessoas com Deficiência (ABADEF). Vice-coordenaora do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) do Campus Bagé, do Grupo de Pesquisa G.A.M.A. - Grupo de Pesquisa sobre Aprendizagens, Metodologias e Avaliação/UNIPAMPA e do Grupo de Pesquisa INCLUSIVE - Grupo de Estudos e Pesquisa em Inclusão e Diversidade na Educação Básica e no Ensino Superior/UNIPAMPA. Trabalhou como Técnica de Tecnologia da Informação na Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação da UNIPAMPA - DTIC. Atualmente trabalha como Assessora de Tecnologia, Comunicação e Acessibilidade na Pro-Reitoria de Comunidades, Ações Afirmativas, Diversidade e Inclusão.

  • Sandra Dutra Piovesan, Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPA

    Possui graduação em Ciência da Computação pela Universidade de Cruz Alta (2006), graduação em Programa Especial de Graduação e Formação de Professores pela Universidade Federal de Santa Maria, equivalente a Licenciatura em Computação (2012), Mestrado em Informática pela Universidade Federal de Santa Maria (2011) e Doutorado em Informática na Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2015). Atualmente é pesquisadora da Universidade Federal de Santa Maria e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e professora na Universidade Federal do Pampa, curso de Engenharia de Computação e Mestrado em Ensino. Tem experiência na área de Ciência da Computação, atuando principalmente nos seguintes temas: Linguagem Formais e Autômatos, Educação à Distância, Informática na Educação e Ambientes Imersivos.

  • Franceli Brizolla, Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPA

    Licenciada em Educação Especial pela Universidade Federal de Santa Maria (1997) e Mestre e Doutora em Educação (2000 e 2007, respectivamente) - área de política e gestão da educação - no Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS-RS).Além de realizar docência no ensino superior, atuo no campo geral da educação e especificamente na área da Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva, com as seguintes temáticas: necessidades educacionais especiais, acessibilidade pedagógica e inclusão na educação básica e no ensino superior, escolarização e aprendizagem de alunos com deficiência intelectual e políticas públicas de inclusão escolar - gestão dos sistemas e das instituições de ensino.Trabalho com formação docente nos cursos de licenciatura - formação inicial - e em cursos de formação continuada e extensão. Como gestora, tive experiências como: (a) Coordenadora do NInA - Núcleo de Inclusão e Acessibilidade da UNIPAMPA; (b) Pró-Reitora Adjunta de Graduação (2013-2015); (c) Coordenadora da Especialização ANE (Alternativas para uma Nova Educação) - UFPR Litoral (Matinhos, PR); (d) Coordenadora do Mestrado Acadêmico em Ensino - PPGE-UNIPAMPA/Campus Bagé (2022-2023); (e) Coordenadora da Especialização Alternativas para uma Nova Educação (ANE Pampa) - Campus Bagé (2023-2024). Tenho experiência com a realização de Atendimento Educacional Especializado (AEE) para estudantes no Ensino Superior. Exerço docência: (1) no Programa de Pós-Graduação em Ensino (PPGE), assim como em Especializações com temáticas na educação, diversidade cultural e formação de educadores e (2) no Curso de Letras Línguas Adicionais, da UNIPAMPA campus Bagé. Lidero o Grupo INCLUSIVE - Grupo de Estudos e Pesquisa em Inclusão e Diversidade na Educação Básica e no Ensino Superior, que atua com estudos e pesquisas na área da diversidade e inclusão e acessibilidade pedagógica na perspectiva da Educação para todas as pessoas. Estou vice-reitora da universidade Federal do Pampa (www.unipampa.edu.br) no quadriênio 2023-2027. Sou brasileira e gaúcha, resido em Bagé e sou mãe biológica de Giovana, João e Mariah Flor.

References

BRASIL. Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012. Dispõe sobre o ingresso nas universidades federais e nas instituições federais de ensino técnico de nível médio e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 29 ago. 2012. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12711.htm Acesso em: 09 dez. 2025

BRASIL. Lei nº 14.723, de 13 de novembro de 2023. Altera a Lei nº 12.711/2012, aperfeiçoando o sistema de cotas para ingresso nas instituições federais de ensino superior e técnico. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 nov. 2023. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/l14723.htm Acesso em: 09 dez. 2025.

CARNEIRO, Sueli. A construção do outro como não ser como fundamento do ser. 2005. Tese (Doutorado em Educação) — Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005.

FRICKER, Miranda. Epistemic Injustice: Power and the Ethics of Knowing. Oxford: Oxford University Press, 2007.

FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Tradução de Renato da Silveira. Salvador: EDUFBA, 2008.

GROSFOGUEL, Ramón. A estrutura do conhecimento nas universidades ocidentalizadas: racismo/sexismo epistêmico e os quatro genocídios/epistemicídios do longo século XVI. Sociedade e Estado, v. 31, n. 1, p. 25-49, 2016.

KILOMBA, Grada. Memórias da Plantação: episódios de racismo cotidiano. Tradução: Jess Oliveira. 2. ed. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019.

MALDONADO-TORRES, Nelson. On the Coloniality of Being. Cultural Studies, v. 21, n. 2-3, p. 240-270, 2007.

MBEMBE, Achille. Crítica da razão negra. São Paulo: n-1 edições, 2018.

MIGNOLO, Walter. Desobediência epistêmica: a opção descolonial e o significado da identidade em política. Buenos Aires: Ediciones del Signo, 2008.

MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra. Petrópolis: Vozes, 1999.

Published

2026-05-27

How to Cite

Epistemology of the Arkhé and Affirmative Action Policies: Pathways to the Decolonization of Knowledge. (2026). Educar Mais, 10, 1-12. https://doi.org/10.15536/reducarmais.10.2026.4402